Carga das doenças no Brasil, 1990–2016: uma análise subnacional sistemática para o Estudo Global da Carga de Doenças 2016 – Aids e Hepatite C

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Artigo publicado na revista “The Lancet” de 1º de setembro de 2018, escrito pelo grupo de autores do Global Burden of Disease, grupo de pesquisadores do Projeto GBD Brasil, resultado de um acordo entre o Ministério da Saúde, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Universidade de Washington (WA, EUA),  fornece as estimativas de saúde global mais abrangentes, examinando tendências mundiais, nacionais e regionais de mortalidade e morbidade de doenças graves, lesões e fatores de risco para entender os desafios de saúde do século XXI.

O estudo foi financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates.

O artigo é muito longo, não vou comentar todo ele, o link está ao final deste texto, mas tem dois pontos que chamam muito a atenção na aids e nas hepatites, servindo com um alerta.

Gráficos mostram que a aids era a decima oitava causa de mortes em 1990, passando em 2016 a ocupar a decima segunda posição nas causas de mortes no Brasil.

Em 1990 a cirrose causada pela hepatite C era a vigésima segunda causa de morte, passando em 2016 a ocupar a posição decimo quinta entre as causas de mortes no país.

Figura – Principais Causas de 25 GBD para 1990 e 2016, Brasil, ambos os sexos 

MEU COMENTÁRIO

Analisando desde o ponto de vista das mortes causadas pela aids e pela cirrose causada pela hepatite C será que estamos avançando no enfrentamento da aids e da hepatite C ou, estamos perdendo a guerra?

O artigo completo é encontrado em https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(18)31221-2/fulltext?dgcid=raven_jbs_etoc_email

Fonte: Burden of disease in Brazil, 1990–2016: a systematic subnational analysis for the Global Burden of Disease Study 2016 -GBD 2016 Brazil Collaborators –  The Lancet – VOLUME 392, ISSUE 10149, P760-775, SEPTEMBER 01, 2018


Retrocessos no programa de aids e hepatites na mídia nos últimos dias explicam porque estamos de marcha a ré

1 – Dráuzio Varella em artigo na Folha de São Paulo do dia 02 de setembro, alerta para “A volta do HIV” nos dados oficiais de saúde do país; o Brasil, que já foi referência mundial no tratamento e na cobertura aos portadores de HIV, volta a figurar como eixo do subdesenvolvimento gerencial.

2 – Reportagens de TV denunciam a falta de distribuição de preservativos pelo programa da aids.

3 – Já estamos em setembro e até o momento o número de tratamentos para hepatite C distribuídos em 2018 é de somente 5.500 e aproximadamente 10.000 infectados aguardam há meses pelos medicamentos. A promessa de tratar 50.000 infectados em 2018 certamente não vai ser cumprida.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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